Gosto de dançar na linha do risco.
Nos baús encardidos sob a guarda noturna,
das aparências que divergem do lugar comum.
Vez ou outra enrolo a linha com o iô-iô e deixo beirar
o fundo do poço, onde meu abismo se situa.
Observo as temeridades, penso ser de mim outro ser,
diferente daquele que me olha em equilíbrio evitando cair.
Eu vou e volto nos dedos da sorte, até cansar o ocaso das emoções e
a razão dar nome de culpa o irresistível.
A vida seria melhor sem cismas, sem os rumores do controle, dos donos de outrens e de si.
Fossem os sentimentos "livres', haveriam vôos sem dor.
Se dado o direito a um só, sucumbimos gastá-lo todo, sem permitir ao outro a mesma quantia.
Volta-se à linha do improviso, chamando de razão o que o egoísmo entende por verdade. Infelizmente as vezes "aprendemos" a amar o que controlamos na insegurança.
(dquintino - 27.3.2012)

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